1984
“Nineteen Eighty-Four”
Direção: Michael Radford
Roteiro: Jonathan Gems, baseado na obra de George Orwell.
Lançamento: (EUA) 1984
Na obra, de George Orwell, o mundo está dividido em três grandes Estados: Eurásia, Lestásia e Oceania. Regidos por regimes ditatoriais e que encontram-se em guerra permanentemente. A estória passa-se na Oceania, onde os moradores são permanentemente vigiados por teletelas, controlados pelo Grande Irmão(Big brother), que permite vigiar, controlar e oprimir a população. Governo que desenvolve ainda, uma nova língua, que chamam de “novilíngua”, para que possam inclusive controlar as expressões que os desagradam.Com uma política de vigilância e opressão, pregam ainda a ausência do prazer sexual, principalmente nas mulheres e intenso processos de lavagem cerebral nas criancinhas, que servem ainda de maiores delatores de possíveis opiniões contrárias às permitidas.
Winston Smith é o personagem central, um funcionário do Ministério da Verdade, órgão que controla as notícias, modificando tudo o que foi dito no passado para cumprir os objetivos do partido, no presente. Smith desenvolve sua indiferença pela sociedade tornando-a apreço a uma possível rebelião contra esse sistema. Descobre ainda o amor por Julia e uma identificação com outro membro do partido, O’Brian.
Vê em Goldstain, a imagem pública da oposição, e caminhando por suas palavras e pela própria memória, vê a realidade a que estão submetidos e imagina na prole, a esperança para liberdade.
Porém, percebe que tudo é arma desse partido, para continuar no controle. A guerra cujo objetivo não é lutar por uma causa, mas manter um grupo no poder. As funcionalidades dos ministério. O controle sobre as pessoas, sobre os acontecimento. A oposição. Armas para um permanente controle. É capturado e levado ao ministério do Amor, onde posteriormente, conhece o misterioso quarto 101, e descobre que não basta dizer ser favorável aos controladores da Nação, mas de uma forma ou de outra, realmente acreditar nisso.
Trata-se um livro político e apocalíptico, onde através de uma excelente ficção Orwell mergulha-nos num caminho real, onde a humanização dá lugar ao poder. Poder esse, que utiliza de diversos e já citados mecanismos para permanecer no comando, mecanismos esses, que mesmo de diversas formas, já se fazem presentes em diversas sociedades e caminhos políticos na atualidade. O livro, além de tudo é um aviso de quando os fins passam a controlar os meios.
A obra, é demasiada profunda e intensa. No entanto esse não é o papel do filme.
Talvez por ser um enredo tão complexo, o filme não o acompanha, e o aborda de maneira que em dados momentos, chega a ser superficial. Não passa, ou passa ligeiramente, por diversos pontos que são muito desenvolvidos no livro. Deixando a sensação de que falta algo.
A maioria dos personagens tem uma abordagem rala, e alguns personagens secundários são esquecidos. O roteiro adaptado, como dito, não mergulha no imenso mar descrito por Orwell. Transmite algumas passagens necessárias para causar, o efeito obtido ao ler 1984, embora como dito, peque ao transitar superficialmente por muitas outras. Embora Radford mantenha uma boa direção, e em dados momentos consiga passar o sentimento exposto pelo pseudônimo de Eric Blair, como na transmissão inicial do discurso do big brother ou no quarto 101, e acerte na direção de arte, o filme fica aquém de uma obra grandiosa.
John Hurt interpreta Smith, e o faz muito bem, como demonstra principalmente nas cenas em que o personagem é capturado e submetido a torturas para que “aceite” o Grande Irmão.
Frente a outras películas, às produções hollywodianas, o filme é uma boa produção. Ousada. No entanto, quando comparado ao texto que lhe deu origem, expõe falhas e buracos que só podem ser aprofundados no livro, e perde seu brilho.
Nota: 7,0
“Nineteen Eighty-Four”
Direção: Michael Radford
Roteiro: Jonathan Gems, baseado na obra de George Orwell.
Lançamento: (EUA) 1984
Na obra, de George Orwell, o mundo está dividido em três grandes Estados: Eurásia, Lestásia e Oceania. Regidos por regimes ditatoriais e que encontram-se em guerra permanentemente. A estória passa-se na Oceania, onde os moradores são permanentemente vigiados por teletelas, controlados pelo Grande Irmão(Big brother), que permite vigiar, controlar e oprimir a população. Governo que desenvolve ainda, uma nova língua, que chamam de “novilíngua”, para que possam inclusive controlar as expressões que os desagradam.Com uma política de vigilância e opressão, pregam ainda a ausência do prazer sexual, principalmente nas mulheres e intenso processos de lavagem cerebral nas criancinhas, que servem ainda de maiores delatores de possíveis opiniões contrárias às permitidas.
Winston Smith é o personagem central, um funcionário do Ministério da Verdade, órgão que controla as notícias, modificando tudo o que foi dito no passado para cumprir os objetivos do partido, no presente. Smith desenvolve sua indiferença pela sociedade tornando-a apreço a uma possível rebelião contra esse sistema. Descobre ainda o amor por Julia e uma identificação com outro membro do partido, O’Brian.
Vê em Goldstain, a imagem pública da oposição, e caminhando por suas palavras e pela própria memória, vê a realidade a que estão submetidos e imagina na prole, a esperança para liberdade.
Porém, percebe que tudo é arma desse partido, para continuar no controle. A guerra cujo objetivo não é lutar por uma causa, mas manter um grupo no poder. As funcionalidades dos ministério. O controle sobre as pessoas, sobre os acontecimento. A oposição. Armas para um permanente controle. É capturado e levado ao ministério do Amor, onde posteriormente, conhece o misterioso quarto 101, e descobre que não basta dizer ser favorável aos controladores da Nação, mas de uma forma ou de outra, realmente acreditar nisso.
Trata-se um livro político e apocalíptico, onde através de uma excelente ficção Orwell mergulha-nos num caminho real, onde a humanização dá lugar ao poder. Poder esse, que utiliza de diversos e já citados mecanismos para permanecer no comando, mecanismos esses, que mesmo de diversas formas, já se fazem presentes em diversas sociedades e caminhos políticos na atualidade. O livro, além de tudo é um aviso de quando os fins passam a controlar os meios.
A obra, é demasiada profunda e intensa. No entanto esse não é o papel do filme.
Talvez por ser um enredo tão complexo, o filme não o acompanha, e o aborda de maneira que em dados momentos, chega a ser superficial. Não passa, ou passa ligeiramente, por diversos pontos que são muito desenvolvidos no livro. Deixando a sensação de que falta algo.
A maioria dos personagens tem uma abordagem rala, e alguns personagens secundários são esquecidos. O roteiro adaptado, como dito, não mergulha no imenso mar descrito por Orwell. Transmite algumas passagens necessárias para causar, o efeito obtido ao ler 1984, embora como dito, peque ao transitar superficialmente por muitas outras. Embora Radford mantenha uma boa direção, e em dados momentos consiga passar o sentimento exposto pelo pseudônimo de Eric Blair, como na transmissão inicial do discurso do big brother ou no quarto 101, e acerte na direção de arte, o filme fica aquém de uma obra grandiosa.
John Hurt interpreta Smith, e o faz muito bem, como demonstra principalmente nas cenas em que o personagem é capturado e submetido a torturas para que “aceite” o Grande Irmão.
Frente a outras películas, às produções hollywodianas, o filme é uma boa produção. Ousada. No entanto, quando comparado ao texto que lhe deu origem, expõe falhas e buracos que só podem ser aprofundados no livro, e perde seu brilho.
Nota: 7,0
cena do filme.
"Guerra é paz
Liberdade é Escravidão
Ignorância é Força"


Prezado, até encontrar seu blog, pensei que estava me tornando um completo imbecil ao ver este filme. Assim que terminei de ver o mesmo procurei críticas em alguns sites e todas falam bem do filme e não conseguia enxergar tal coisa. Não cheguei a ler o livro por completo, mas ,portanto, sei de sua existência e que, obviamente, tinha dado origem ao filme. Porém, mesmo conhecendo a história de antemão senti dificuldade para acompanhar a trama que se desenrola com certa lentidão, aumentando assim minha inquietação. Um filme tão lento e eu não conseguia 'entender'??? Eis que você define o que eu estava sentindo. Ao passar rasteiramente por pontos cruciais da história, o filme acaba por ser artificial e deixando um sentimento de que algo faltava. Com sua crítica percebi que não era problema meu. Valeu. Tenho um blog, que dentre diversos assuntos, discuto cinema. Se quiser dê um pulo lá. http://amahet.blogspot.com/search/label/Filmes
ResponderExcluirAcredito que o erro fundamental do filme foi não ter usado um narrador na terceira pessoa, eis que boa parte da trama se passa nos pensamentos do protagonista, sendo fundamental a figura do narrador ao relatar as angustias e o sofrimento que se passa na mente de Smith. Além disso, alguns trechos do filme não fazem o menor sentido, qualquer um que não tenha lido a obra dificilmente conseguirá compreender o filme, e mesmo para os leitores o livro o filme fica bem aquém do esperado.
ResponderExcluirOBS: excelente a escolha dos protagonista, achei muito boa a interpretação, incluindo entre os pontos positivos a direção de imagem e a ambientação da trama.