segunda-feira, 30 de março de 2009

É Tudo Verdade.

Já está rolando o 14º Festival Internacional de Documentários – É Tudo Verdade.
Trata-se de uma mostra competitiva, a principal manifestação sul-americana voltada exclusivamente para esse segmento de Produções Audiovisuais.

Até o dia 5 de abril os documentários podem ser conferidos em São Paulo e no Rio de Janeiro. A partir daí o festival segue para Brasília.

Em São Paulo, as obras podem ser conferidas no Cinesesc, no Centro Cultural Banco do Brasil, na Cinemateca, no Cineusp e no Cinemark Eldorado.

Confiram o site do evento:
http://www.itsalltrue.com.br/


sexta-feira, 27 de março de 2009

Crítica: 1984

1984
“Nineteen Eighty-Four”
Direção: Michael Radford
Roteiro: Jonathan Gems, baseado na obra de George Orwell.
Lançamento: (EUA) 1984

Na obra, de George Orwell, o mundo está dividido em três grandes Estados: Eurásia, Lestásia e Oceania. Regidos por regimes ditatoriais e que encontram-se em guerra permanentemente. A estória passa-se na Oceania, onde os moradores são permanentemente vigiados por teletelas, controlados pelo Grande Irmão(Big brother), que permite vigiar, controlar e oprimir a população. Governo que desenvolve ainda, uma nova língua, que chamam de “novilíngua”, para que possam inclusive controlar as expressões que os desagradam.Com uma política de vigilância e opressão, pregam ainda a ausência do prazer sexual, principalmente nas mulheres e intenso processos de lavagem cerebral nas criancinhas, que servem ainda de maiores delatores de possíveis opiniões contrárias às permitidas.
Winston Smith é o personagem central, um funcionário do Ministério da Verdade, órgão que controla as notícias, modificando tudo o que foi dito no passado para cumprir os objetivos do partido, no presente. Smith desenvolve sua indiferença pela sociedade tornando-a apreço a uma possível rebelião contra esse sistema. Descobre ainda o amor por Julia e uma identificação com outro membro do partido, O’Brian.
Vê em Goldstain, a imagem pública da oposição, e caminhando por suas palavras e pela própria memória, vê a realidade a que estão submetidos e imagina na prole, a esperança para liberdade.
Porém, percebe que tudo é arma desse partido, para continuar no controle. A guerra cujo objetivo não é lutar por uma causa, mas manter um grupo no poder. As funcionalidades dos ministério. O controle sobre as pessoas, sobre os acontecimento. A oposição. Armas para um permanente controle. É capturado e levado ao ministério do Amor, onde posteriormente, conhece o misterioso quarto 101, e descobre que não basta dizer ser favorável aos controladores da Nação, mas de uma forma ou de outra, realmente acreditar nisso.
Trata-se um livro político e apocalíptico, onde através de uma excelente ficção Orwell mergulha-nos num caminho real, onde a humanização dá lugar ao poder. Poder esse, que utiliza de diversos e já citados mecanismos para permanecer no comando, mecanismos esses, que mesmo de diversas formas, já se fazem presentes em diversas sociedades e caminhos políticos na atualidade. O livro, além de tudo é um aviso de quando os fins passam a controlar os meios.
A obra, é demasiada profunda e intensa. No entanto esse não é o papel do filme.
Talvez por ser um enredo tão complexo, o filme não o acompanha, e o aborda de maneira que em dados momentos, chega a ser superficial. Não passa, ou passa ligeiramente, por diversos pontos que são muito desenvolvidos no livro. Deixando a sensação de que falta algo.
A maioria dos personagens tem uma abordagem rala, e alguns personagens secundários são esquecidos. O roteiro adaptado, como dito, não mergulha no imenso mar descrito por Orwell. Transmite algumas passagens necessárias para causar, o efeito obtido ao ler 1984, embora como dito, peque ao transitar superficialmente por muitas outras. Embora Radford mantenha uma boa direção, e em dados momentos consiga passar o sentimento exposto pelo pseudônimo de Eric Blair, como na transmissão inicial do discurso do big brother ou no quarto 101, e acerte na direção de arte, o filme fica aquém de uma obra grandiosa.
John Hurt interpreta Smith, e o faz muito bem, como demonstra principalmente nas cenas em que o personagem é capturado e submetido a torturas para que “aceite” o Grande Irmão.
Frente a outras películas, às produções hollywodianas, o filme é uma boa produção. Ousada. No entanto, quando comparado ao texto que lhe deu origem, expõe falhas e buracos que só podem ser aprofundados no livro, e perde seu brilho.
Nota: 7,0
cena do filme.


"Guerra é paz
Liberdade é Escravidão
Ignorância é Força"

terça-feira, 24 de março de 2009

V Prêmio Fiesp/Sesi – SP

Aconteceu ontem, 23, a entrega do prêmio Fiesp/ Sesi de cinema Paulista.
Os finalistas foram escolhidos pelo próprio público, após uma mostra de exibição dos filmes.
O grande vencedor, escolhido pelo Júri, foi “Ensaio sobre a Cegueira”, que levou o título de melhor filme, melhor diretor - Fernando Meirelles, Melhor montagem – Daniel Rezende e Melhor Fotografia – César Charlone.
O prêmio de melhor roteiro foi para Luiz Bolognesi, por “Chega se Saudade”.
José Mojica Marins foi selecionado o melhor ator por sua atuação em “Encarnação do Demônio”, e Rose Mulholland, eleita a melhor atriz, por “Falsa Loura”.
“Dossiê Rê Bordosa” foi escolhido o melhor curta-metragem.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Piores do ano.

E não só os melhores filmes foram premiados nesse começo de ano. O Troféu Framboesa de Ouro, aguardado pelo público e temido por celebridades, premiou aqueles que foram considerados os piores na produções cinematográficas de 2008.

Veja lista dos “vencedores”:

Pior Filme:
Guru do Amor.

Pior ator:
Mike Myers (Guru do Amor)

Pior atriz:
Paris Hilton (A gostosa e a Gosmenta)

Pior ator coadjuvante:
Pierce Brosnon (Mamma Mia!)

Pior atriz Coadjuvante
Paris Hilton (Repo: The Genetic Opera)

Pior dupla:
Paris Hilton e Christin Lakin ou Joel David Moore (A Gostosa e a Gosmenta)

Pior diretor:
Uwe Boll (Tunnel Rats, Em Nome do Rei e Postal)

Pior Seqüência:
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Pior Roteiro:
Guru do Amor

Paris Hilton mostrou, mais uma vez, a que veio e abocanhou três prêmios. E Após o fracasso nas bilheterias, “Guru do amor” realmente consagrou-se como um péssimo filme.
Nenhum dos premiados compareceu para receber o trófeu.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sai o primeiro trailer do novo thriller de Sam Raimi, “Drag me to Hell”.

O novo filme de Sam Raimi, o diretor dos três filmes do “Homem Aranha” e “Evil Dead 2” trás Alison Lohman, de “O 13º andar” e “Big Fish”, como Christine Brown. Uma agente de crédito que segue em sua calma vida até que uma misteriosa mulher, Sra. Ganush, interpretada por Lorna Raver, comparece ao banco em que Christine trabalha, solicitando uma extensão de seu financiamento. Com o pedido negado Sra. Ganush perde sua casa, mas não sem antes amaldiçoar Chris, que passa a ser perseguida por um espírito do mal.
Com roteiro assinado pelo diretor, em conjunto com o irmão, Ivan Raimi. O filme está ambientado em um momento que aflige os estadunidenses, a crise de crédito imobiliário. E promete uma retomada aos bons filmes de terror.
O elenco conta ainda com: David Paymer, Justin Long, Dileep Rao, Adriana Barraza, Jessica Lucas, Fernanda Romero, Reggie Lee, Alex Veadov, Bojana Novakovic e Bill E. Roger.
A Película tem estréia prevista para 14 de agosto, no Brasil.



Será “a volta do horror de verdade”?

domingo, 8 de março de 2009

Crítica: Ensaio Sobre a Cegueira

Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Don Mckellar
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai
Com:
Julianne Moore, Mark Ruffalo, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Alice Braga, Don McKellar, Maury Chaykin, Susan Coyne, Sandra Oh e ainda, Danny Glover e Gael García Bernal.

Baseado na obra de Jose Saramago, Ensaio sobre a Cegueira nos apresenta uma epidemia que atinge a cidade. Trata-se da “Cegueira Branco”, fazendo com que as pessoas percam a visão e vejam apenas uma superfície branca. Sem descobrir as razões ou motivos pelos quais a doença se espalha, os contaminados vão sendo colocados em quarentena. Nesse momento, abandonados pelo Estado e pela Sociedade, essas pessoas expõe seus sentidos mais primitivos, buscando sobreviver em tal situação. Em meio a esse caos, a personagem de Julianne Moore ainda consegue enxergar, e permanece com os demais buscando, além de orientá-los, encontrar traços de humanidade.
O roteiro, de Don Mckeler, que ainda interpreta o ladrão de carros, segue bastante fiel ao livro. Obviamente, diversos detalhes e passagens são omitidos ou sofrem alguma alteração, mas de forma geral o sentimento, os anseios e buscas em meio ao caos, passados por Saramago, em seu ótimo livro, foram bem transmitidos no filme.
A Direção de Fernando Meirelles (de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”) abusa de planos detalhe e de câmeras em locais estratégicos, mostrando sob os mais diferentes ângulos e enquadramentos (seja por uma fresta, um espelho, uma janela e outros) os acontecimentos em meio a epidemia. E conduz com maestria, o excelente time de atores que incorporam com excelência a “cegueira branca”.
Como afirmado pelo próprio diretor, seu grande parceiro foi o Diretor de Fotografia, César Charlone, que realizou um ótimo trabalho, fazendo com que a brancura leitosa da cegueira desse o tom ao filme, e gera-se no espectador aquela sensação que Saramago descreveu em seu livro.
Somando-se esses fatores, a fragilidade humana a que pessoas podem ser expostas em uma situação de caos, suas atitudes e conseqüências, são transmitidas otimamente no filme.
Com cenas que podem atacar aqueles com estômago mais fraco, como o estupro coletivo ou os pés vagando entre lixos e merda (Ainda assim, mais tênues do que escreveu Saramago). O Filme vai de momentos tristes, deprimentes a cômicos e esperançosos de forma suave e bem feita.
Julianne Moore tem uma excelente atuação. E é o grande destaque do filme. Apresenta muito bem a personagem que concentra as emoções e atitudes daquela que pode ver quando todos os outros não. A Grande Voyeur, que vê o ponto baixo a que chegou a humanidade. Cujo voyeurismo pode ser compartilhado apenas pelos espectadores.
A brasileira Alice Braga também está excelente. E com sua personagem, a Rapariga de óculos escuros, mostra o motivo de seu reconhecimento internacional.
Danny Glover dá vida ao alter ego de Saramago, como o homem com a venda preta no olho, sempre centrado e sóbrio.
E Gael García Bernal, incorpora aquele que, numa situação extrema, busca obter vantagens e comando. Dando brilho ao desencontrado vilão. Destaque para cena em que o Rei da Ala 3, o citado Gael, toma o microfone e canta “I just call... to say... I love you”.
O restante do elenco, como já dito, trabalha muito bem e convencem quando atingidos pela cegueira e pelo desespero em torno da mesma.
A trilha sonora ficou a cargo do grupo brasileiro Uakti. Aquele, onde os músicos produzem um som com instrumentos feitos por eles, utilizando desde canos de PVC a panelas, somados a instrumentos convencionais. Essa fantástica Oficina instrumental dá um show a parte.
Nota: 8,5


Cartaz de divulgação do filme.

terça-feira, 3 de março de 2009

Novo recorde para “Se eu Fosse Você 2”.

O longa de Daniel Filho, que já detinha a maior renda nacional nos cinemas e a maior abertura, público na estréia, dos últimos 14 anos, conseguiu uma nova faceta.
Com o público dessa última segunda-feira, 3, foram contabilizados 5.324.387 espectadores. E assim, "Se eu fosse você 2" tornou-se o filme nacional mais visto nas telonas, desde 1995, ano marcado como da retomada do cinema Nacional. Superando “Dois filhos de Francisco”.
A Seqüência apresentam novamente os personagens de Glória Pires e Tony Ramos trocando de corpo. Porém, dessa vez, em meio a uma crise conjugal e à gravidez da filha adolescente.

A película ainda pode ser conferida em diversas salas espalhadas pelo país.



Cartaz de divulgação do filme.

Fontes: Folha Online e Último Segundo - Ig.