quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

“And the Oscar goes to...”

Em busca de retomar a audiência, a cerimônia do Oscar deste ano foi marcada por uma superprodução. Com apresentação de Hugh Jackman, a premiação manteve o tom que permeia os Estados Unidos em meio à crise que os aflige. Esperança. E também, diversidade. Com premiados que ergueram tais bandeiras.
E como já era previsto, o grande vencedor da noite foi: “Quem quer ser um milionário” de Danny Boyle, que recebeu oito estatuetas. Incluindo melhor Filme e melhor diretor. Além dos prêmios de Melhor roteiro adaptado, Trilha sonora original, Canção, Fotografia, Edição e Efeitos Sonoros.
Outro favorito, “O Curioso caso de Benjamin Button”, saiu como o grande perdedor. O ótimo filme de David Fincher, das 13 indicações que teve, levou apenas três. E somente em categorias técnicas, de Melhores Efeitos Especiais, Maquiagem e Direção de arte.
“Milk- A Voz da Igualdade” levou o prêmio de melhor roteiro original, por Dustin Lance Black e deu a Sean Penn, por sua ótima atuação no filme, o prêmio de melhor ator. Derrotando o favorito Mickey Rourk, de “O Lutador”.
Kate Winslet levou, como previsto, a merecida estatueta de melhor atriz, por sua excelente atuação em “O Leitor”.
O Favorito Heath Ledger, recebeu o prêmio póstumo de melhor ator coadjuvante, por sua interpretação do Coringa, em “Batman- o Cavaleiro das Trevas”. Em momento emocionante o Oscar foi recebido pelos familiares do ator.
Penélope Cruz foi a premiada como melhor atriz Coadjuvante, pela também ótima interpretação da artista psicótica em “Vicky Cristina Barcelona” de Woody Allen.
O prêmio de melhor filme estrangeiro também surpreendeu e foi recebido por Yojiro Takita, diretor do japonês “Departures”.
O prêmio de Melhor animação foi para o ótimo “Wall-E”.





Foto: Uol - Kate Winslet, Sean Penn e Penelope Cruz. Merecidamente os grande atores da noite.




Fonte: Uol, Folha online

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crítica: "Onde Os Fracos Não Tem vez"

“No Country For Old Men”

Direção: Ethan Coen e
Joel Coen
Roteiro: Ethan Coen e Joel Coen, baseado em livro de Cormac McCarthy
Produção: Ethan Coen, Joel Coen e Scott Rudin
Com: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Woody Harrelson e Kelly Macdonald.

Baseado no livro de Cormac McCarthy, os irmãos Coen trouxeram o grande vencedor do Oscar de 2008.
Ambientando no Texas , na década de 80. Ethan e Joel apresentam o texano Llewelyn (Josh Brolin), um veterano do Vietnã que durante uma caça, encontra uma maleta cheia de dinheiro, em meio a caminhonetes e corpos, de uma provável briga entre traficantes de drogas. O caçador passa então a ser perseguido por diversos mexicanos em busca do dinheiro e por um assassino esquizofrênico, Anton Chigurh (Javier Bardem). Ao perseber que está sendo perseguido, Llewelyn pede que a mulher, Carla Jean (Kelly Macdonald) esconda-se na casa da mãe e foge com o dinheiro. Porém, Chigurn está disposto a qualquer coisa para atingir seus objetivos e segue as pistas do texano para recuperar o dinheiro. Armado com um cilindro de ar comprimido, que mostra seu poder, o psicótico Anton segue suas próprias regras e uma conduta de ética pautada em seus próprios devaneios. O Xerife da cidade, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones
) é quem tenta desvendar o caso, desde o primeiro crime e percebe que Llewelyn se envolveu com um criminoso impiedoso cuja fama já seria motivo de preocupação.
Com personagens extremamente bem construídos, Llewelyn, Chigurn e Bell mergulham em excelentes diálogos e em perseguições de tirar o fôlego, regadas a muita violência. O filme conta ainda com um outro oportunista que tenta encontrar o dinheiro, o caçado e escapar do caçador, Woody Harrelson
(Carson Wells), e Carla Jean, a esposa que não participa da tomada de decisões mas vê-se mergulhada em todo o caos, que também oferecem diálogos excelentes com os já citados personagens.
Mas é a ótima interpretação de Javier Bardem, como o psicótico Anton Chigurh que rouba a cena. Javier constrói com maestria e profundidade o assassino que simboliza o mal que pode existir dentro de um ser-humano.
E é Ed Tom Bell (Tommy Lee) que apresenta o contraponto a esse, narrando alguns dos acontecidos e suas próprias impressões sobre uma sociedade que segue um ritmo conturbado rumo a algo que pode não enquadrar a todos.
Os Irmãos Coen desenvolveram um roteiro adaptado muito bem construído e deixando espaço para que os diversos excelentes diálogos pudessem aprofundar a personalidade desses personagens, e conseguem dirigir com maestria toda essa equipe e transmitir ao espectador toda a tensão proporcionada desde as perseguições até a tensão no encontrar de alguns desses . Com ótimos enquadramentos os irmãos surpreendem ao abolir quase que totalmente o uso da música original do filme (trila sonora), exaltando o uso de sons diegéticos(sons que provém da realidade apresentada) para ambientar as cenas.
No final, que rendeu as maiores críticas negativas à película, está implícito o fechamento filosófico de tudo aquilo que foi mostrado, discutido, ambientado e narrado.
“Onde os fracos Não Tem Vez” foi o ganhador dos Oscar de: Melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante, pela excelente atuação de Javier Bardem. O Filme recebeu também o Globo de Ouro de melhor roteiro e ator coadjuvante, para Bardem.
Nota: 9,0






Pôster de Divulgação do filme.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Novidades: Bafta, Oscar, Tarantino e Festival de Berlim.

“Quem quer ser um milionário” de Danny Boyle, recebeu o BAFTA de melhor filme.
Boyle venceu também como melhor diretor com o longa que teve ainda prêmios de melhor música, roteiro adaptado, fotografia e montagem. Motrando-se, novamente, como um dos favoritos ao Oscar.
Já “O curioso Caso de Benjamim Button” levou apenas os prêmios técnicos de direção de arte, maquiagem e feitos especiais.
Sem grandes surpresas Wall-E foi eleito a melhor animação. Mickey Rourke recebeu o prêmio de melhor atuação por “O Lutador” e Kate Winslet foi agraciada com o prêmio de melhor atriz por “O Leitor”.
Heath Leadger foi, como esperado, eleito melhor ator coadjuvante por "Batman - O Cavaleiro das Trevas" e Penélope Cruz recebeu merecidamente o prêmio de Atriz coadjuvante por "Vicky Cristina Barcelona"


Os favoritos para o Oscar 2009 já estão sendo contemplados em diversas premiações. Mas, como previsto, a cerimônia não será transmitida em TV aberta aqui no Brasil, por ocorrer no domingo de carnaval.


Boatos dizem que o novo filme de Quentin Tarantino, “Inglorius Bastards” que conta a estória de soldados judeus, “The Basterds”, durante a segunda Guerra Mundial e trás Brad Pitt no elenco, teve seu último dia de filmagens hoje. Para que assim, possa ser incluído no Festival de Cannes.


E no Festival de Berlim, as primeiras vaias foram para “Mammoth”, de Lukas Moodisson, que conta com o belo Gael García Bernal e Michelle Willians. Mesmo com a presença dos atores no festival, a trama que segue com estórias que ocorrem paralelamente em diversos países, mas com pontos comuns, como em “Babel”, não agradou e provocou uma reação negativa que ainda não havia se manifestado com força nessa edição do Festival.



Fontes: Uol e folha online.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Crítica: Vicky Cristina Barcelona

Direção: Woody Allen // Roteiro: Woody Allen // Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Gareth Wiley // Com: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Penélope Cruz, Chris Messina e Patricia Clarkson.

Vicky Cristina Barcelna nos mostra todo o brilho que Woody Allen é capaz de transmitir em seus filmes.
Com um roteiro de base relativamente simples, Woody apresenta, narrado em terceira pessoa, a estória de Vicky (Rebeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson). Duas amigas que vão passar as férias de verão em Barcelona. A primeira, cética e mais tradicionalista é uma estudante da língua catalã e a segunda uma sonhadora em busca de novos amores. Conhecem Juan Antonio (Javier Bardem) que as convida para um fim-de-semana em Oliviedo, regado a bons passeios e algo a mais entre os três. Com protestos de Vicky, que está noiva, elas aceitam e acabam descobrindo na pequena cidade o poder de sedução de Juan. Após o envolvimento de Cristina com Juan engatar, entra em cena Maria Elena(Penélope Cuz). A ex-esposa inesquecível e enlouquecida que dá novos rumos ao triângulo amoroso. Ou quarteto.
Com uma excelente trilha sonora, que nos presenteia desde o início com a ótima “Barcelona” da banda Giulia y los Tellarini. Woddy traça essa excelente trama, com um desenvolvimento peculiar e uma direção impecável.
Com uma fotografia que não faz por menos. O espectador é levado a uma deliciosa viagem amorosa na vida daqueles ótimos personagens. Sem maiores aprofundamentos no tema, Vicky Cristina Barcelona se fez uma das mais gostosas aventuras que puderam, e ainda podem, ser conferidas nas telonas em 2008.
Vale ressaltar a excelente atuação de todo os atores. Mas quem rouba a cena com maestria é Penélope Cruz. Com sua ótima interpretação rendendo indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.
Nota: 9,0




Cartaz de divulgação do filme.