Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Don Mckellar
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai
Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Alice Braga, Don McKellar, Maury Chaykin, Susan Coyne, Sandra Oh e ainda, Danny Glover e Gael García Bernal.
Baseado na obra de Jose Saramago, Ensaio sobre a Cegueira nos apresenta uma epidemia que atinge a cidade. Trata-se da “Cegueira Branco”, fazendo com que as pessoas percam a visão e vejam apenas uma superfície branca. Sem descobrir as razões ou motivos pelos quais a doença se espalha, os contaminados vão sendo colocados em quarentena. Nesse momento, abandonados pelo Estado e pela Sociedade, essas pessoas expõe seus sentidos mais primitivos, buscando sobreviver em tal situação. Em meio a esse caos, a personagem de Julianne Moore ainda consegue enxergar, e permanece com os demais buscando, além de orientá-los, encontrar traços de humanidade.
O roteiro, de Don Mckeler, que ainda interpreta o ladrão de carros, segue bastante fiel ao livro. Obviamente, diversos detalhes e passagens são omitidos ou sofrem alguma alteração, mas de forma geral o sentimento, os anseios e buscas em meio ao caos, passados por Saramago, em seu ótimo livro, foram bem transmitidos no filme.
A Direção de Fernando Meirelles (de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”) abusa de planos detalhe e de câmeras em locais estratégicos, mostrando sob os mais diferentes ângulos e enquadramentos (seja por uma fresta, um espelho, uma janela e outros) os acontecimentos em meio a epidemia. E conduz com maestria, o excelente time de atores que incorporam com excelência a “cegueira branca”.
Como afirmado pelo próprio diretor, seu grande parceiro foi o Diretor de Fotografia, César Charlone, que realizou um ótimo trabalho, fazendo com que a brancura leitosa da cegueira desse o tom ao filme, e gera-se no espectador aquela sensação que Saramago descreveu em seu livro.
Somando-se esses fatores, a fragilidade humana a que pessoas podem ser expostas em uma situação de caos, suas atitudes e conseqüências, são transmitidas otimamente no filme.
Com cenas que podem atacar aqueles com estômago mais fraco, como o estupro coletivo ou os pés vagando entre lixos e merda (Ainda assim, mais tênues do que escreveu Saramago). O Filme vai de momentos tristes, deprimentes a cômicos e esperançosos de forma suave e bem feita.
Julianne Moore tem uma excelente atuação. E é o grande destaque do filme. Apresenta muito bem a personagem que concentra as emoções e atitudes daquela que pode ver quando todos os outros não. A Grande Voyeur, que vê o ponto baixo a que chegou a humanidade. Cujo voyeurismo pode ser compartilhado apenas pelos espectadores.
A brasileira Alice Braga também está excelente. E com sua personagem, a Rapariga de óculos escuros, mostra o motivo de seu reconhecimento internacional.
Danny Glover dá vida ao alter ego de Saramago, como o homem com a venda preta no olho, sempre centrado e sóbrio.
E Gael García Bernal, incorpora aquele que, numa situação extrema, busca obter vantagens e comando. Dando brilho ao desencontrado vilão. Destaque para cena em que o Rei da Ala 3, o citado Gael, toma o microfone e canta “I just call... to say... I love you”.
O restante do elenco, como já dito, trabalha muito bem e convencem quando atingidos pela cegueira e pelo desespero em torno da mesma.
A trilha sonora ficou a cargo do grupo brasileiro Uakti. Aquele, onde os músicos produzem um som com instrumentos feitos por eles, utilizando desde canos de PVC a panelas, somados a instrumentos convencionais. Essa fantástica Oficina instrumental dá um show a parte.
Roteiro: Don Mckellar
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai
Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Alice Braga, Don McKellar, Maury Chaykin, Susan Coyne, Sandra Oh e ainda, Danny Glover e Gael García Bernal.
Baseado na obra de Jose Saramago, Ensaio sobre a Cegueira nos apresenta uma epidemia que atinge a cidade. Trata-se da “Cegueira Branco”, fazendo com que as pessoas percam a visão e vejam apenas uma superfície branca. Sem descobrir as razões ou motivos pelos quais a doença se espalha, os contaminados vão sendo colocados em quarentena. Nesse momento, abandonados pelo Estado e pela Sociedade, essas pessoas expõe seus sentidos mais primitivos, buscando sobreviver em tal situação. Em meio a esse caos, a personagem de Julianne Moore ainda consegue enxergar, e permanece com os demais buscando, além de orientá-los, encontrar traços de humanidade.
O roteiro, de Don Mckeler, que ainda interpreta o ladrão de carros, segue bastante fiel ao livro. Obviamente, diversos detalhes e passagens são omitidos ou sofrem alguma alteração, mas de forma geral o sentimento, os anseios e buscas em meio ao caos, passados por Saramago, em seu ótimo livro, foram bem transmitidos no filme.
A Direção de Fernando Meirelles (de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”) abusa de planos detalhe e de câmeras em locais estratégicos, mostrando sob os mais diferentes ângulos e enquadramentos (seja por uma fresta, um espelho, uma janela e outros) os acontecimentos em meio a epidemia. E conduz com maestria, o excelente time de atores que incorporam com excelência a “cegueira branca”.
Como afirmado pelo próprio diretor, seu grande parceiro foi o Diretor de Fotografia, César Charlone, que realizou um ótimo trabalho, fazendo com que a brancura leitosa da cegueira desse o tom ao filme, e gera-se no espectador aquela sensação que Saramago descreveu em seu livro.
Somando-se esses fatores, a fragilidade humana a que pessoas podem ser expostas em uma situação de caos, suas atitudes e conseqüências, são transmitidas otimamente no filme.
Com cenas que podem atacar aqueles com estômago mais fraco, como o estupro coletivo ou os pés vagando entre lixos e merda (Ainda assim, mais tênues do que escreveu Saramago). O Filme vai de momentos tristes, deprimentes a cômicos e esperançosos de forma suave e bem feita.
Julianne Moore tem uma excelente atuação. E é o grande destaque do filme. Apresenta muito bem a personagem que concentra as emoções e atitudes daquela que pode ver quando todos os outros não. A Grande Voyeur, que vê o ponto baixo a que chegou a humanidade. Cujo voyeurismo pode ser compartilhado apenas pelos espectadores.
A brasileira Alice Braga também está excelente. E com sua personagem, a Rapariga de óculos escuros, mostra o motivo de seu reconhecimento internacional.
Danny Glover dá vida ao alter ego de Saramago, como o homem com a venda preta no olho, sempre centrado e sóbrio.
E Gael García Bernal, incorpora aquele que, numa situação extrema, busca obter vantagens e comando. Dando brilho ao desencontrado vilão. Destaque para cena em que o Rei da Ala 3, o citado Gael, toma o microfone e canta “I just call... to say... I love you”.
O restante do elenco, como já dito, trabalha muito bem e convencem quando atingidos pela cegueira e pelo desespero em torno da mesma.
A trilha sonora ficou a cargo do grupo brasileiro Uakti. Aquele, onde os músicos produzem um som com instrumentos feitos por eles, utilizando desde canos de PVC a panelas, somados a instrumentos convencionais. Essa fantástica Oficina instrumental dá um show a parte.
Nota: 8,5
Cartaz de divulgação do filme.


Nenhum comentário:
Postar um comentário